sábado, 27 de julho de 2013

SEM DONO



Vivi meu sonho em você
Pelo tempo da  vida ativa
Queria fugir
Mas a roda viva
Me  capturava.
E eu nem ia e já voltava,
Carente do que não perdi.
E quando as portas se fechavam
Na clausura que escolhi,
Eu queria criar asas
Ser uma ave e sumir.
Uma ave de rapina
Que antes de partir
Avançasse ferina
Sobre  o  predador surpreso
Que para sair ileso
Me  deixaria fugir.
E num voo rasante
Eu partiria confiante
Em busca do meu horizonte
Num lindo dia de outono...
Para uma vida sem dono.

loamy

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